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As Crônicas de Nárnia e suas analogias cristãs

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Neste tempo quaresmal, não poderia ter sido melhor o livro que tinha em mãos: As Crônicas de Nárnia (O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa), de C. S. Lewis. Eu já tinha assistido à adaptação para o cinema - e gostado muito -, mas não havia reparado nas analogias cristãs presentes na obra e foi com esse olhar que percorri as suas páginas. Ele é encantador desde a dedicatória à afilhada do autor, Lucy Barfield - o que não deve ser mera coincidência com a personagem homônima, Lúcia. Lewis explica que escreveu o livro para ela, mas que o processo de escrita e edição levariam tanto tempo que ela só o teria em mãos quando já fosse crescida. No entanto, é justamente aí que o autor mesmo sugere que não se trata de leitura apenas para crianças: "um dia virá em que, muito mais velha, você voltará a ler histórias de fadas. Irá buscar este livro em alguma prateleira distante e sacudir-lhe o pó. Aí me dará sua opinião." Eu, apesar de não ter sido chamada, darei meu humilde parecer....

A cidade do sol - apenas impressões pessoais

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Uma madrugada, nada demais No dia seguinte não há aula E a história precisa continuar Como um filme no cinema, Que não tem intervalo. Os meus olhos brilham junto Com os de esmeralda de Laila, e não crêem Ao ler o nome "Tariq", ficando tão ou mais sem fôlego do que ela ao ver seu amor Depois de tanto tempo... Tanto sofrimento... A dor, a coragem e a abnegação de Mariam A morte merecida de Rashid O amor de uma vida inteira, sensato e louco, De Laili e Majnoon; Laila e Tariq. O pressentimento do que iria acontecer a Nana... Todo o meu ser devorou este livro E as suas palavras ainda estão Ressonando no meu coração Essa bela história, que ficará em minha memória Assim como a revolta por uma guerra sem vitória... Sem vencedores e sem sentido.... [Não tenho palavras: é lindo!]

O Carteiro e o Poeta ♥

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O carteiro e o poeta Que história tão triste! Minha alma não projeta Não realiza por que partiste! Uma amizade tão pura, Temperada com poesia, Tocou-me por sua ternura E deixou eterna nostalgia. Perguntas a serem respondidas Continuam em meu ser: Por que tantas palavras perdidas? Como pôde o carteiro morrer? Uma criança sem pai Com um nome vazio... Uma mulher cujo amor Foi-se embora, como um rio As borboletas de seu sorriso Já não se espalham mais Só restaram lágrimas e dor Das ontas batendo no cais Parece que gritam seu nome Que vasculham a areia Procurando aquele homem Com a ajuda das sereias Mas nem mesmo o mar, Com o seu bramido Poderá fazer voltar O carteiro amigo O idealismo o levou E agora, só os versos Podem servir, a quem o amou Como uma espécie de remédio. E ele se alegrará, De onde estiver, Ao ouvir uma metáfora soar.